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sábado, 5 de janeiro de 2013

Como o vaga-lume emite luz?

Tudo não passa de um belo truque químico. O oxigênio que é inalado pelo vaga-lume reage com substâncias de seu organismo e o resultado é a liberação de energia em forma de luz. Os cientistas chamam esse fenômeno de bioluminescência e ele rola também em outras espécies, como o peixe-lanterna Photoblepharon sp., que vive nas profundezas dos oceanos, e um pequeno crustáceo chamado cypridina. Entre os besouros, os cientistas já detectaram pelo menos três famílias de luminescentes. Os vaga-lumes (da família dos lampirídeos) emitem luz entre o verde e o amarelo. Os salta-martins (elaterídeos) produzem uma luz um pouco diferente, que vai do verde ao laranja. Já os chamados trenzinhos (fengodídeos) detonam: sua luz pode ser verde, vermelha, laranja e amarela. Alguns trenzinhos chegam a ter uma lanterna vermelha sobre a cabeça e onze pares de lanternas laterais de cor amarelada no abdômen, ou seja, um verdadeiro painel luminoso! "A função biológica da bioluminescência é pouco compreendida


Como os ursos hibernam?

Para enfrentar o frio e a escassez de alimentos do inverno do hemisfério norte, eles tiram o time de campo, passando um tempo sem beber, comer, urinar e defecar. No caso dos ursos-negros, esse período varia entre cinco e sete meses por ano. Segundo uma pesquisa da Universidade do Alasca divulgada em fevereiro, o metabolismo dessa espécie fica reduzido a 25% de sua capacidade, a temperatura do corpo baixa em média 6 oC e a frequência cardíaca cai de 55 para só nove batimentos por minuto! A queima da gordura estocada no corpo libera a água e as poucas calorias de que ele necessita para sobreviver. Também acontece uma reciclagem de componentes nitrosos, como a ureia. Combinados com a glicerina resultante do uso da gordura, esses dejetos formam aminoácidos que ajudam a manter as proteínas corporais.

É verdade que vacas têm quatro estômagos?


Sim, é verdade. As vacas têm um estômago peculiar (com quatro cavidades), responsável pelo longo processo de alimentação. Essa característica (de mastigar e engolir várias vezes) foi desenvolvida para ajudar na digestão. E graças aos fungos, protozoários e bactérias presentes nos estômagos, tudo o que é ingerido é transformado em nutrientes e proteína animal, aumentando o leque de fontes alimentares.
A relação é simbiótica, em que todos saem ganhando. A bactéria, por exemplo, se aproveita do que a vaca come e isso faz com que a celulose, presente nas fibras, seja mais bem aproveitada pelo animal. Apesar das semelhanças, nem todos os ruminantes têm quatro estômagos. Camelos e lhamas, por exemplo,são chamados de pseudo ruminantes, já que possuem uma cavidade a menos devido ao processo evolutivo.

A que distância chega o pulo de um sapo?



Alguns anfíbios podem saltar distâncias que correspondem a cem vezes o seu tamanho.
É o que acontece com a rãzinha- saltadora (Pseudopaludicola saltica), um bichinho encontrado no Brasil. Com apenas 1,5 centímetro, ela é capaz de dar incríveis saltos de 1,5 metro! Proporcionalmente, é como se um homem adulto fosse capaz de saltar uns 170 metros - quase a distância de dois quarteirões. Já pensou?
Outro bicho pulador é a perereca Acris gryllus, encontrada somente no México, nos Estados Unidos e no Canadá. Ela mede 4 centímetros e pode dar pulos de até 40 vezes o seu tamanho, atingindo a marca de 1,6 metro. Tamanha facilidade para o salto acontece em razão de adaptações físicas no corpo desses bichos. "Os anfíbios conseguem saltar longas distâncias graças a certas particularidades de sua anatomia, especialmente por causa das pernas bem desenvolvidas", afirma o biólogo Luís Felipe Toledo.
Mas, ao contrário do que se possa pensar, nem todos os sapos pulam. Alguns, como o sapo-andarilho (Macrogenioglottus alipioi), típico da mata Atlântica, só se movem caminhando. Eles não têm essa capacidade de pular porque suas pernas são proporcionalmente mais curtas do que as dos anfíbios saltadores.

Como pode a formiga erguer objetos mais pesados do que ela própria?

Proezas como as da saúva, capaz de levantar 14 vezes o seu peso e percorrer 1 quilômetro por dia - o equivalente, para um ser humano, a erguer 1 tonelada e ir de São Paulo a Buenos Aires num só dia -, só são possíveis em animais de tamanho reduzido. Nessas dimensões, a massa do corpo torna-se desprezível perto da força muscular. Não é o que acontece com um elefante, por exemplo, que tem de carregar um corpo proporcionalmente mais pesado, sendo incapaz de levantar seu próprio peso. Isso acontece porque, à medida que o corpo aumenta, o peso cresce mais do que a força muscular. Além disso, a formiga tem um corpo bem adaptado para o transporte de cargas, com um esqueleto extremamente leve e seis patas sobre as quais pode distribuir o peso da carga.

É verdade que cães e gatos enxergam em preto-e-branco?


Isso é só um mito. Esses animais conseguem enxergar cores, sim, embora de uma forma mais limitada do que a gente. Ao contrário dos humanos, que têm três tipos de pigmentos na retina capazes de captar o azul, o vermelho e o verde, cães e gatos só possuem dois pigmentos, o que reduz o espectro de cores que eles podem identificar."Alguns pesquisadores acreditam que eles enxergam azul e amarelo, enquanto outros defendem que eles vêem azul e vermelho, mas todos são unânimes em dizer que eles não percebem o verde", diz a veterinária Adriana Teixeira, especialista em oftalmologia animal. Essa limitação visual, no entanto, não é um problema, já que os animais a compensam de outras formas. Cães e gatos, por exemplo, conseguem ver muito bem na penumbra, são capazes de diferenciar várias tonalidades de cinza e possuem enorme habilidade para detectar movimentos. Em tempo: entre os poucos animais que enxergam em preto-e-branco estão os peixes abissais, que, aliás, não sofrem muito com isso. Afinal, nas profundezas dos mares, onde a iluminação é baixíssima, não existem cores para ser vistas.

Qual animal tem a melhor visão?

Não existe nenhum ranking oficial, porque os cientistas nunca fizeram um estudo comparando a capacidade visual dos animais. Mas, tomando por base os diversos estudos isolados sobre a visão dos bichos, dá para apostar com bastante certeza: as aves de rapina são quem enxerga melhor no planeta. Isso, claro, levando em conta o alcance da visão. Para esses animais, a precisão visual é um requisito básico para conseguir o almoço de cada dia. 

No pódium dos bons de olho, o 3° lugar vai para:


3°  O falcão. Quando está caçando, ele enxerga presas pequenas a 1 500 metros de altitude.




2°    O segundo lugar é do abutre-de-rüppel (Gyps rueppellii), o pássaro que voa mais alto no mundo, atingindo mais de 11 mil metros. Em suas viagens estratosféricas pelo continente africano, o abutre identifica um coelho a 2 500 metros de distância.





1°      Mas o grande vencedor é mesmo a águia-de-asa-redonda (Buteo buteo), que consegue focalizar um ratinho tentando se esconder no gramado enquanto voa a 5 mil metros de altitude.



  

E em que lugar fica o homem nessa lista de visão? Ninguém sabe ao certo, mas certamente não chegaríamos nem no top 10. Isso porque, além das aves de rapina, os felinos também são bons de olho. Os olhos desses animais contam com células especiais que melhoram muito a visão no entardecer e à noite - há estudos que demonstram que a visão deles é seis vezes melhor que a nossa!